O Brasil #vaiprarua

Finalmente, depois de sofrer tantas amarguras, injustiças e explorações, o povo brasileiro resolveu protestar! Explosões de revolta ecoam por várias capitais e cidades do interior, de norte a sul, leste a oeste do país. Mas apesar de legítima, essa energia toda não está sendo devidamente focada de forma a conseguir resultados concretos. Afora a redução das tarifas de transporte, estopim, mas não objetivo final, o movimento carece de um direcionamento. E em vista disso, o verdadeiro alvo e vilão inspirador desta revolta, o Congresso Nacional, faz ouvidos de mercador e finge que não é com ele.

Esse grupo de corajosos e admiráveis ativistas têm de aproveitar essa energia gerada, e formar um grupo organizado que negocie com partidos de sua escolha (ou forme um ele mesmo, mas ainda sim terá de angariar apoio de outros partidos) uma agenda a ser levada à votação. O canal democrático, por mais torto que seja ainda é este. E como primeiras medidas a serem propostas podem ser justamente deixar este caminho menos torto. Isto é, reformar alguns ajustes em nosso sistema eleitoral, quais sejam o fim de qualquer votação secreta, o fim do suplente e o fim da distribuição de votos excedentes a cargo de partidos.

Grande parte dos maus políticos se perpetuam justamente porque entram através de vaga de suplente, ou porque botaram uma figura popular a atrair tantos votos para si que geraria um excedente a ser direcionado para elegê-los. Ou seja, se apropriando indevidamente do voto alheio. É tal sistema que leva à descrença do povo no mecanismo do voto.

Só com essa medida já se teria feito uma grande conquista.

A seguinte, poderia ser converter o dinheiro gasto com penduricalhos sobre os salários pagos aos políticos a título de bonificações e auxílios e direcioná-los para custear o aumento salarial dos professores da rede pública.

Só essas duas já dariam partida a um caminho em direção ao virtuosismo organizacional de nosso estado.

As demandas são grandes e várias. Há de se começar por algum lugar.